Aquele sobre 13 Reasons Why

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Passei a semana passada inteira vendo meus amigos e colegas nas mais diversas redes sociais comentando o lançamento do Netflix, 13 Reasons Why
Eu nunca consigo seguir uma série junto com a galera então só anotei mentalmente o nome e segui meu calendário já super conturbado e perturbador de "to-do's" de sempre. Como já comentei aqui e em outras redes, venho me sentindo muito cansada e com muita dor nos braços por ter mergulhado tão fundo no trabalho para tentar não pensar. A gente foge, tem medo.. mas aí a dor explode e o que nos resta é parar. E bem, pensar. 
No fim de semana eu não aguentava nem segurar uma revista no colo para leitura, nem uma xícara de café. Então resolvi que já era hora de um detox e me obriguei veemente à dormir e ver séries. Assim o braço descansava, a inflamação melhorava e eu... bom, eu distrairia um pouco a mente com outros dramas. Não o meu. 

Que ilusão eu criei né leitor.... 


Comecei então, no finzinho do sábado,  a assistir 13 Reasons Why. Logo de cara, gostei da Hannah, simpatizei, diga-se de passagem. A Hannah é uma garota de 16 (ou 17? não me lembro ao certo agora) anos que se muda de cidade e está tentando se adaptar na nova escola, nova rotina e novos amigos. Sim, talvez eu tenha me identificado com a situação pois eu fui essa garota inúmeras vezes. Mas, vamos voltar à história da Hannah. Ela chega em uma situação padrão em que os grupos e panelinhas já estão formados. E na pior das fases: o ensino médio. Crianças podem ser más mas, adolescentes são diabólicos. Vai por mim, mesmo quando não querem eles são. Todos. Sem exceção. 
O fato que mais gostei da série foi ela martelar na máxima de que "você nunca sabe o que está se passando na vida da pessoa logo, você nunca sabe o que será a gota que fará o copo transbordar".
Lembro como se fosse ontem de uma das melhores chefes que já tive, falando no facebook uma vez: 

- Everyone you meet is fighting a battle you know nothing about. Be kind. Always. 

É, é exatamente isso. A gente NUNCA sabe o que se passa no coração dos outros. O que estão vivenciando fora do nosso convívio. O que estão sentindo e quais seus sonhos e frustrações. E normalmente fazemos uma média que achamos aceitável que se aguente e tratamos todos naquela média, rotulando todos que acham demais, como "mimimizentos" e os que não se afetam de "insensíveis". Ou seja, medimos os outros por nosso conhecimento, nossos limites. Não tá certo isso. Agindo assim você pode: 1- ferir para sempre alguém; 2 - traumatizar essa pessoa pela vida ou 3 - desencorajar alguém que poderia fazer a diferença.

Bom, o resto você tem que ver a série para descobrir e inclusive para tirar suas próprias conclusões. Fico feliz em ler as notícias que dizem que os índices de pedido de ajuda nos centros de apoio aumentaram após os inúmeros esforços da produção até agora. E espero realmente que após assistir 13 Reasons Why, você, leitor, assim como eu, pense mais nos porquês que te mantém vivo. Nos porquês de seguir. Os porquês negativos? Não vale dar-lhes força: de acordo? :)

Bom Netflix! Opa, boa noite! :)

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