De volta pro meu aconchego...

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Faz pouco menos de 2 meses que inseri meu último texto por aqui. 
Depois de um mês longe, cuidando de mim de dentro pra fora, comecei a entender o quão necessário foi essa pausa. O quanto eu estava (e ainda estou) sem energia para escrever. 
Escrever consome uma energia e tanto - apesar de quem não escreve duvidar disso. 
E essa energia que falta, me tirou as palavras, os sons. Me tirou o ar. Todos já passamos ou ainda passaremos por momentos assim. E eu só posso agradecer a cada um de vocês que gentilmente acolheu esse meu silêncio como quem abraça, aconchega, acalenta. 
Não vou dizer que tudo vai voltar a ser como era antes por aqui, pois correndo o risco de deixar o ascendente em câncer falar mais alto, diria que 'nada será como antes'.
E isso não é necessariamente ruim. Né? 



Foi uma sequencia de grandes mudanças que deixaram nosso elo, meu com o blog, de vocês com o blog, nosso, forte. E isso me faz crer que, como uma pessoa que recém-conheci disse: depois do furacão vem a calmaria. E a gente coloca as coisas em novos lugares, e a gente se reconhece de novo. 
Tô começando a arrumar a casa por aqui. Voltando aos poucos, sentindo as forças voltarem, sentido a vontade ressurgir. 

Eu sempre soube que 2017 seria marcante. Só não imaginava essa voracidade com que quase me engoliu. [risos]  Mas mesmo com tudo que ele tirou do lugar, com tudo que fez sangrar e tudo que veio e foi, sou grata. À esse ano que ainda na metade, já me ensinou mais que muitos outros. Me fez crescer, me apresentou as pessoas certas, nas horas certas. Me tirou de trilhas de espinhos, já bem arranhada. Mas em tempo de cuidar das feridas. Sou grata a cada um de vocês que não desistiu de mim e que está aí do outro lado, lendo esse texto. Sou grata a cada vento gelado, a cada raio de sol. Que bem medido, bem pesado, me ajudaram a respirar fundo e a seguir no caminho.


Uma publicação compartilhada por Camilla Carvalho (@mademoiselleparis) em

A boa notícia? Sobrevivi. Tô aqui. Tô de volta. 
E seria estranho não parar aqui e explicar timidamente o sumiço. Pra explicar timidamente que quero voltar. No meu ritmo. No nosso ritmo. Do nosso jeitinho. 

Vem comigo, leitor? 

Com carinho, 

Cami.


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