Look do dia: Capitão Gancho

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Se não fossem as minhas malas cheias de memórias 
Ou aquela história que faz mais de um ano
Não fossem os danos, não seria eu... 

Camiseta, Zara; Colete, Hering Basics; Saia, Riachuelo; Meia-calça, H&M; Sapatilha, Moleca

Desde que voltei de viagem, não me acho mais no meu guarda-roupas. Não importa o quanto eu arrume, me perdi daquelas peças em algum lugar do tempo que ficamos separadas. Olho para elas, penduradas, dobradas, cada qual alinhada e pronta para uso. E não consigo mais sentir o interesse, a paixão e a identificação que tínhamos antes. Nos desconectamos. E desde então venho usando as roupas que vieram comigo na mala, à exaustão. 

- Mas você poderia comprar roupas novas, se o problema é não gostar mais do que tem. 

É, poderia. Mas também venho enfrentando dificuldades em encontrar peças que toquem meu coração sem destruir meu bolso. Desde que voltei, foquei em tentar reencontrar graça nas peças que antes, me deixavam louca de saudade além oceano. Agora, aqui, disponíveis: não me fazem saltar o coração. Visto, desvisto. E acabo sempre com um quase uniforme diário que criei para evitar dor de cabeça. Afinal, já tem muito mais coisa na vida que pode dar dor de cabeça na gente né? 
Faz poucos dias, brinquei com uma colega de trabalho que às quartas deveríamos ir de rosa. Uma menção à super conhecida frase de Regina George em Mean Girls (alô anos 90!). Quando chegou o dia, eu não sabia como lidar. Queria ir de preto. E pronto! Mas o desafio me ajudou a ganhar um pouco de aventura e lá fomos nós - eu e minha não vontade de cores - revirar todo um guarda-roupa há meses inexplorado. Não posso dizer que não gostei do resultado, achei bem fofo até. Mas estaria mentindo se dissesse que fiquei confortável nele o dia inteiro. Não sei, algo passa sempre a incomodar. Já aconteceu com vocês? 

Espero que seja uma fase. Ou teremos um bazar de roupas da tia Madi bem em breve.... 


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