Sempre gostei de descobrir novas músicas, de redescobrir tantas outras... e sempre fuxiquei que que meus amigos andavam ouvindo também. Parte de mim amava descobrir novos mundos sendo cantados em tantos ritmos diferentes, tantas vozes distintas.
Sou um mix de músicas e sons e vozes. E amo esse mix. Demorei tempo demais pra entender que não preciso me definir para ter um gosto musical. O meu é o meu. E espero que agrade algum de vocês, aí do outro lado da telinha. Aqui estão os sons mais tocados no meu mês, agrupados. Se quiser me seguir lá no spotify - basta clicar aqui. Ou fica de olho no blog, no stories, nos snaps... sempre tem música onde estou! :) AH! Dá o play! ;)



- Qual sua favorita?
Se não fossem as minhas malas cheias de memórias 
Ou aquela história que faz mais de um ano
Não fossem os danos, não seria eu... 

Camiseta, Zara; Colete, Hering Basics; Saia, Riachuelo; Meia-calça, H&M; Sapatilha, Moleca

Desde que voltei de viagem, não me acho mais no meu guarda-roupas. Não importa o quanto eu arrume, me perdi daquelas peças em algum lugar do tempo que ficamos separadas. Olho para elas, penduradas, dobradas, cada qual alinhada e pronta para uso. E não consigo mais sentir o interesse, a paixão e a identificação que tínhamos antes. Nos desconectamos. E desde então venho usando as roupas que vieram comigo na mala, à exaustão. 

- Mas você poderia comprar roupas novas, se o problema é não gostar mais do que tem. 

É, poderia. Mas também venho enfrentando dificuldades em encontrar peças que toquem meu coração sem destruir meu bolso. Desde que voltei, foquei em tentar reencontrar graça nas peças que antes, me deixavam louca de saudade além oceano. Agora, aqui, disponíveis: não me fazem saltar o coração. Visto, desvisto. E acabo sempre com um quase uniforme diário que criei para evitar dor de cabeça. Afinal, já tem muito mais coisa na vida que pode dar dor de cabeça na gente né? 
Faz poucos dias, brinquei com uma colega de trabalho que às quartas deveríamos ir de rosa. Uma menção à super conhecida frase de Regina George em Mean Girls (alô anos 90!). Quando chegou o dia, eu não sabia como lidar. Queria ir de preto. E pronto! Mas o desafio me ajudou a ganhar um pouco de aventura e lá fomos nós - eu e minha não vontade de cores - revirar todo um guarda-roupa há meses inexplorado. Não posso dizer que não gostei do resultado, achei bem fofo até. Mas estaria mentindo se dissesse que fiquei confortável nele o dia inteiro. Não sei, algo passa sempre a incomodar. Já aconteceu com vocês? 

Espero que seja uma fase. Ou teremos um bazar de roupas da tia Madi bem em breve.... 


Faz pouco menos de 2 meses que inseri meu último texto por aqui. 
Depois de um mês longe, cuidando de mim de dentro pra fora, comecei a entender o quão necessário foi essa pausa. O quanto eu estava (e ainda estou) sem energia para escrever. 
Escrever consome uma energia e tanto - apesar de quem não escreve duvidar disso. 
E essa energia que falta, me tirou as palavras, os sons. Me tirou o ar. Todos já passamos ou ainda passaremos por momentos assim. E eu só posso agradecer a cada um de vocês que gentilmente acolheu esse meu silêncio como quem abraça, aconchega, acalenta. 
Não vou dizer que tudo vai voltar a ser como era antes por aqui, pois correndo o risco de deixar o ascendente em câncer falar mais alto, diria que 'nada será como antes'.
E isso não é necessariamente ruim. Né? 



Foi uma sequencia de grandes mudanças que deixaram nosso elo, meu com o blog, de vocês com o blog, nosso, forte. E isso me faz crer que, como uma pessoa que recém-conheci disse: depois do furacão vem a calmaria. E a gente coloca as coisas em novos lugares, e a gente se reconhece de novo. 
Tô começando a arrumar a casa por aqui. Voltando aos poucos, sentindo as forças voltarem, sentido a vontade ressurgir. 

Eu sempre soube que 2017 seria marcante. Só não imaginava essa voracidade com que quase me engoliu. [risos]  Mas mesmo com tudo que ele tirou do lugar, com tudo que fez sangrar e tudo que veio e foi, sou grata. À esse ano que ainda na metade, já me ensinou mais que muitos outros. Me fez crescer, me apresentou as pessoas certas, nas horas certas. Me tirou de trilhas de espinhos, já bem arranhada. Mas em tempo de cuidar das feridas. Sou grata a cada um de vocês que não desistiu de mim e que está aí do outro lado, lendo esse texto. Sou grata a cada vento gelado, a cada raio de sol. Que bem medido, bem pesado, me ajudaram a respirar fundo e a seguir no caminho.


Uma publicação compartilhada por Camilla Carvalho (@mademoiselleparis) em

A boa notícia? Sobrevivi. Tô aqui. Tô de volta. 
E seria estranho não parar aqui e explicar timidamente o sumiço. Pra explicar timidamente que quero voltar. No meu ritmo. No nosso ritmo. Do nosso jeitinho. 

Vem comigo, leitor? 

Com carinho, 

Cami.